segunda-feira, 10 de junho de 2013

"A memória deixada pelos justos será uma bênção, mas o nome dos ímpios apodrecerá" (Provérbios 10:7)

Lembro-me que, quando criança, meu pai me falava sobre o quanto é importante ser honesto e manter o nome "limpo". Ele dizia, e ainda diz, que a única coisa que dignifica o homem é o seu caráter, e que o restante, "é conversa pra boi dormir".  Lembro-me que agregada a esta sabedoria estava a afirmação: "meu pai sempre me disse que...". É interessante percebermos a preocupação das pessoas mais velhas em ensinar os seus filhos a ter um bom caráter, ou seja, ser honesto, trabalhador, ter aquilo que se quer ter através da luta, do esforço e da dignidade. Eu acho interesse porque, infelizmente, o que temos visto são pessoas que, em função do consumismo desenfreado, em função de se mostrar próspero para os outros, passam por cima daquilo que para os nossos pais e avós era sagrado: a dignidade. Há algum tempo, quando os escândalos por parte de políticos e líderes religiosos estavam sendo lançados na mídia, eu fiquei pensando sobre o quanto esses corruptos, além de se corromperem, roubaram de seus filhos aquele sentimento de orgulho que todo filho que tem um pai honesto pode desfrutar. Fiquei imaginando o quanto deve ser devastador para um filho ver a imagem do seu pai ligada direta ou indiretamente com escândalos sexuais, exploração da pobreza, desvio de dinheiro público, e por aí vai. Deve ser algo horrível ter de encarar os parentes, os amigos, a namorada, a família da namorada, o pessoal da escola/faculdade, e os tantos outros vínculos que se possa ter. Quando o autor de Provérbios afirma que "o nome dos ímpios apodrecerá", eu penso que podemos levar essa expressão, também, no sentido de se destruir uma geração. Quando um pai ou uma mãe se sujeitam àquilo que é desonesto, mesmo que seja pensando no "bem-estar" de quem quer que seja, também estão se sujeitando a perda da imagem de herói/heroína que os filhos, naturalmente, criam acerca dos pais. E quando essa decepção acontece, infelizmente, até os inocentes são afetados, aliás, os mais afetados. Por isso, ainda que os conselhos de nossos antepassados parecem inaplicáveis em dias tão competitivos, eles continuam sendo uma receita de sabedoria para vida. Creio que, muito mais do que conforto, os filhos e, também, a família necessitam de referenciais; necessitam de valores sob os quais poderão viver com qualidade de vida, seja na pobreza ou na riqueza. Pessoas justas, até quando morrem continuam ensinando através da memória dos bons exemplos de dignidade que deixaram registrados ao longo da vida. Pense nisso!
Com carinho e amizade,
PrAndré Luís Pereira

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